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José Roberto Guimarães Terça, 10 de Julho de 2018

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Técnico de vôlei. Casado. Duas filhas.

quatrostagioni.  Você gosta de cozinhar?

José Roberto Guimarães. Eu me arrisco de vez  em quando, mas não sou um bom cozinheiro. Minha especialidade é spaghetti à carbonara.  Mas eu gostaria de saber fazer mais coisas e não sei. Não me aventuro muito porque acho que não tenho o dom. Até porque a minha mãe não me deixava muito entrar na cozinha. Ela falava que eu sujava muito quando cozinhava.

quatrostagioni. Com quem e onde você aprendeu a cozinhar?

José Roberto Guimarães. Eu aprendi na época que morei na Itália, com a minha mulher mesmo. Ela aprendeu com a Dona Zanella, que era a mulher do presidente do time. Ela que cozinhava, era a mamma. E a minha mulher acompanhou muito a Dona Zanella, que era cozinheira de mão cheia. Nós morávamos no sótão dessa casa e de vez em quando cozinhava lá. Foi quando eu peguei a noção de cozinhar.

quatrostagioni. Qual é o segredinho especial do seu carbonara?

José Roberto Guimarães. O segredo é não deixar queimar o bacon porque se queima vira uma caca. O creme de leite lá a gente fazia com mascarpone. E o ponto certo do macarrão, se deixar passar fica muito grudento.

quatrostagioni. Qual seu prato favorito?

José Roberto Guimarães. Eu gosto de tudo, mas sou alucinado por arroz e feijão. Eu gosto e como de tudo. Não tenho problema nenhum com carne, peixe, mas tenho uma quedinha por massa e por comida mineira. Gosto muito de um bom tutu de feijão. Quando morei na Itália levei um estoque de arroz e feijão. Em Istambul, na Turquia, nos últimos meses que eu fiquei lá, comi peixe todos os dias. Aboli a carne completamente e foi ótimo. Eu como de tudo, mas tenho desses momentos.

quatrostagioni. E o que você não come de jeito nenhum?

José Roberto Guimarães. Eu procuro evitar mariscos e frutos do mar. Sou um pouco reticente para comer esses alimentos. Não é uma coisa que meu estômago aceita muito. Eu tenho que tomar cuidado.

quatrostagioni. Quando você sai para comer, em qual restaurante prefere ir?

José Roberto Guimarães. Eu gosto de tantos tipos de comida, que não tenho um restaurante predileto. Gosto de ir ao Figueira Restaurante, em São Paulo, para comer carne. Pizza, sem dúvida, no Emilia. Lá tem uma das melhores massas que eu já comi. E olha que eu já comi muita pizza na minha vida, por ter morado na Itália. Mas a pizza do Emilia realmente me deixou impressionado. No quilômetro 53 da Rodovia Castello Branco tem um restaurante maravilhoso de bacalhau.

quatrostagioni. Qual sua bebida favorita?

José Roberto Guimarães. Eu gosto muito de vinho e caipirinha. Mas eu bebo pouco. Em primeiro lugar, fica o vinho. Malbec é a uva que mais estou curtindo hoje. Me identifico muito com os vinhos da região de Rioja, na Espanha. Isso sem falar dos vinhos portugueses, italianos, franceses. Mas tenho procurado provar vinhos em todos os países que visito. Na Turquia tem bons vinhos também. A Argentina e o Chile também estão fazendo bons vinhos.

quatrostagioni. Qual o tipo de gastronomia que mais te agrada?

José Roberto Guimarães. Eu sou tão eclético... Gosto da cozinha turca, francesa, italiana, espanhola. Não tem uma que mais me agrade.

quatrostagioni. Você tem ligação familiar com a cozinha?

José Roberto Guimarães. Eu tenho por causa da minha família por parte da minha avó. Eles eram italianos e faziam tudo em casa: massa, pão. Eu era muito garoto, mas a minha mãe contava histórias de como a família fazia tudo em casa. O ambiente era muito bom. A cozinha sempre mexeu muito com a família, essa coisa italiana de fazer realmente as coisas em casa.

quatrostagioni. Você costuma comer sobremesa?

José Roberto Guimarães. Sou um chocólatra. Adoro sobremesas à base de chocolate. Mas tenho evitado e optado por comer muita fruta. Eu sou um alucinado por sorvete e chocolate, mas agora estou tentando comer mais fruta - até por causa da idade.

quatrostagioni. Diga uma frase que resuma a sua ligação com a gastronomia.

José Roberto Guimarães. Na adega de casa tenho uma placa com os dizeres: Il vino fa sangue (o vinho faz sangue). Eu adoro essa ligação das pessoas que fazem as coisas em casa, comida artesanal, como salame. Mas não tenho uma frase assim. Eu gosto dessa frase na minha adega, que a gente colocou pela paixão que temos por vinho.

 

TEXTO PAULA RIBEIRO

FOTO FELPE CRHISTI


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